Que mudanças pessoais e culturais são necessárias para abraçar um Mundo novo?

Domingo, 22 de Abril
15H | Sala 6 - Witgenstein (2) |
Duração: 1H 
Workshop

Que mudanças pessoais e culturais são necessárias para abraçar um Mundo novo?

No momento actual em que nos encontramos é-nos pedido para alterar os nossos comportamentos individuais e encontrar novos modelos sistémicos (politicos, socio-económicos, etc...). No entanto, é raramente referido que esta mudança, a nivel individual, implica uma transiçao interior, ou seja, um aceitar do passado e um desenvolvimento de novas competências. Ao nível colectivo é essencial que esta mudança de modelos seja acompanhada por uma alteração de valores, formas de percepção e comunicação e acima de tudo compreender realmente o lugar que o ser humano tem neste organismo designado de Gaia. É preciso uma evolução de cultura ... ou mesmo uma cultura evolutiva.
Tenho como objectivo partilhar algum conhecimento sobre:
  1. As dimensões do ser humano, os processos de desenvolvimento pessoal e as metodologias conscientes que os promovem, segundo a Teoria Integral (Ken Wilber), e aplicada no Integral Coaching;
  2. A evolução da consciência colectiva segundo a Dinâmica em Espiral (Clare W. Graves) que transmite a idéia de que a consciência é expansiva, aberta, contínua e dinâmica, e que cada nível tem características dualisticas.
Acredito que esta partilha possa trazer alguma "luz" relativamente às dificuldades e potencialidades individuais e coletivas que encontramos actualmente na nossa sociedade."

com:
Gil Penha Lopes

Nôs Terra

Sábado, 21 de Abril
15H | Sala 4 |
Duração: 70min.
Cinema Documentário / Debate

Nôs Terra (70min.), de Anna Tica, Nuno Pedro e Toni Polo

Os pais vieram de uma antiga colónia portuguesa. Eles nasceram em Lisboa mas sentem-se mais cabo-verdianos. Saíram do bairro de infância para ir viver para o bairro social. Falam português mas também, desde muito cedo, aprenderam crioulo. Falam sobre a dualidade e a conflitualidade de pertencer a dois mundos que vivem de costas voltadas, mas que apesar de tudo, lhes pertencem como um só”
"Nôs Terra" é um documentário centrado no processo de construção de um contra discurso protagonizado por jovens negros portugueses.



O documentário tem uma duração de 70' minutos, é protagonizado por 8 jovens negros portugueses e tem como pano de fundo bairros sociais periféricos da Área metropolitana de Lisboa.

"Nôs Terra" é uma auto reflexão sobre identidades e pertenças, preconceitos e estereótipos, que pretende provocar a necessária discussão sobre as transformações que nos últimos anos mudaram a sociedade portuguesa.
"Porque é o nosso olhar que aprisiona muitas vezes os outros nas suas pertenças mais estreitas e é também ele que tem o poder de os libertar."
As identidades assassinas, Amin Maalouf

com:
Anna Tica, Sérgio Dundão e LBC
 
Mais informações:



Workshop sobre Tomada de Decisões em Grupo

Sábado, 21 de Abril
16H | Exterior |
Duração: 1H 
Workshop

Workshop sobre Tomada de Decisões em Grupo

Muitos de nós que trabalhamos em grupos (sejam formais sejam informais) temos noção que quando chega a hora de tomar de decisões nem sempre é simples nem fácil, apesar de ser um aspecto fundamental tanto na história e orientação desse grupo, como no trabalho que ele irá fazer, como na qualidade das relações entre as pessoas.
Este workshop desenvolve-se no sentido de capacitar os participantes para serem mais conscientes e activos na tomada de decisões colectiva, explicando passos e apresentando ferramentas para tornar o processo de tomada de decisões por consenso mais apelativo e simples.

com:
Inês Matos

Decrescimento e Soberania Alimentar

Sábado, 21 de Abril
15H | Sala 1 |
Duração: 1H
Debate / Conversa


Decrescimento

O crescimento económico aparece intimamente associado a uma aceleração do consumo, isto é, a um aumento do PIB corresponde a um aumento da velocidade a que extraímos e consumimos recursos.

O elevado e crescente fluxo de recursos materiais e energéticos exigidos para manter o funcionamento de uma sociedade capitalista dependente do crescimento económico, tem vindo a deteriorar progressivamente a base material, biofísica da economia, projectando uma crise ecológica e económica que incide particularmente sobre as classes ou grupos sociais mais desprevilegiados (ver, por exemplo, Friedman, 2012, sobre as causas materiais e ecológicas da Primavera Árabe).

Apesar de algumas teorias quererem separar o crescimento económico do consumo de materiais e energia não há até agora nenhuma comprovação empírica dessa validade. A melhoria da eficiência na produção estimula o consumo, como afirmou Jevons ao explicar o efeito do refluxo.

Em resposta a estes problemas, alguns autores têm defendido o conceito de decrescimento sustentável. Para os defensores do decrescimento sustentável, o crescimento económico está inevitavelmente associado a um aumento do uso de materiais, energia e territórios que está a destruir recursos, mais pobreza, sociedades menos saudáveis, gerar dívidas financeiras e ecológicas e com várias estratégias de acção pretende reencontrar o caminho para a “joie de vivre” sem pôr em coma o planeta.

Soberania Alimentar

Globalizemos a luta, globalizemos a esperança!

O actual modelo de produção virado para a lógica do mercado global, levou à destruição da agricultura como modo de produção de energia. A agricultura no modelo agro-industrial passou a ser a capacidade de transformar petróleo em alimentos de baixa qualidade e diversidade. Baseando-se na apropriação do bem comum, dando resultado a resíduos tóxicos para a vida do planeta.

A comercialização de alimentos deixou de estar nas mãos de quem produz e de quem consome para estar na mão de quem comercializa e de quem nela investe. As grandes corporações definem subsídios, criam mercados, promovem políticas, desenvolvem comodidades.

O direito a produzir de forma saudável e culturalmente apropriada é algo intrínseco à agricultura. Colocar o centro das decisões do sistema alimentar no mercado local permitirá uma melhor gestão do bem comum: solos, água, biodiversidade, paisagem. Permitindo em termos sociais uma remuneração justa a todos intervenientes e o direito dos consumidores de controlar a sua alimentação e nutrição. Dentro desta análise surgiu o conceito de Soberania Alimentar.

Sementes Livres

A Campanha pelas Sementes Livres, reclama o livre acesso às sementes, o apoio à preservação da diversidade agrícola e a proibição das patentes sobre plantas. Visa ainda denunciar a revisão em curso da legislação europeia em matéria de produção e comercialização de sementes, que vai favorecer a crescente privatização das sementes agrícolas por uma dúzia de multinacionais, com graves consequências para horticultores e agricultores pequenos e para a segurança e autonomia alimentares, não só na Europa como em todo o mundo.

com:
Mara Sé (GAIA)
Nuno Belchior (Projecto 270)
Margarida Vicente (Campanha das Sementes Livres)

De que é nome a sociedade civil? Do voluntariado social à anarquia nos tempos de crise do estado.

Sábado, 21 de Abril
15H | Sala 2 |
Duração: 1H

DE QUE É NOME A SOCIEDADE CIVIL? DO VOLUNTARIADO SOCIAL À ANARQUIA NOS TEMPOS DE CRISE DO ESTADO.

A actual crise do Estado a nível económico e social, entre outros, tem estimulado diagnósticos que apontam para soluções oriundas da sociedade civil. Mas de que é esta nome? Por um lado, temos assistido a uma recuperação do protagonismo de instituições de caridade e/ou solidariedade baseadas no chamado voluntarismo social. Por outro, assistimos igualmente à proliferação de um espectro anarquista, anarquismo servindo para designar um conjunto de movimentos e experiências sociais e políticas que se subtraem tanto à lógica do Estado como à lógica do mercado.

com:
Miguel Cardoso (unipop)
José Neves (unipop

 

Privatização da água: estratégias de resistência

Sábado, 21 de Abril
16H15 | Sala 1 |
Duração: 1H 
Debate / Conversa

Privatização da água: estratégias de resistência

A água é um suporte básico da vida no planeta e um direito humano fundamental. Como bem público, pertence à comunidade e deve ser gerido em prol do bem comum. A financeirização e privatização do mundo natural é uma ameaça que urge combater. A concessão da distribuição de água a actores privados (como já acontece em vários Concelhos portugueses) é mais um passo para destroçar o contrato social firmado em 1974. Nada disto é irreversível. Nesta sessão, debateremos exemplos concretos de estratégias de resistência bem sucedidas e modelos alternativos à obsessão privatizadora.

com:
Luis Ribeiro, Luis Bernardo

Movimento social e movimento sindical

Sábado, 21 de Abril
16H15 | Sala 2 |
Duração: 1H 
Debate / Conversa

Movimento social e movimento sindical


Ao longo da sua história, o movimento sindical trouxe consigo importantes conquistas de direitos sociais, sendo determinante para a sociedade que temos actualmente. Por sua vez, o movimento social desempenhou um papel activo em variadas circunstâncias. Serão estes dois conceitos indissociáveis? Será que no séc. XXI o movimento sindical se perdeu? Será o movimento social procurar a mudança? Vamos debater e procurar responder a estas e muitas outras questões.

com:

Otávio Raposo (Activista) - Movimento Social
João Pascoal (membro da Comissão de Trabalhadores do Santander Totta) - Movimento Sindical