Direct Action Training: A Glimpse on How to Organize an Action


Sábado, 21 de Abril
15H | Sala 5 |
Duração: 2H30
Workshop


Direct Action Training: A Glimpse on How to Organize an Action

This interactive workshop is aimed at activists who participate in actions and protests. We aim at discussing about how to deal with different situations during an action. We will have a couple of brainstorming exercises on nonviolence, then we are going to have a role-play.
Attention: Due to technical limits (such as number of trainers :) ), participation to this workshop will be limited, and the ones who are interested are highly recommended to fill the application form (available here) in advance and send it to sinaneden@yahoo.com.

Este workshop é direccionado a activistas que participem em acções e protestos. A natureza do workshop exige observação e atenção da parte dos facilitadores e, por isso, deve haver um equilíbrio entre o número de participantes e o número de facilitadores. Assim, decidimos avançar com um formulário e como um processo de participação estruturado porque acreditamos que uma abordagem por ordem de chegada não seria a opção mais sensata. (formulário de inscrição disponível aqui)
 
com:
Inês Subtil e Sinan Eden

How Direct Actions Fail or Succeed

Sábado, 21 de Abril
11H15 | Sala 3 | Duração: 1H
 
Apresentação com video

How Direct Actions Fail or Succeed
When is an action or a protest successful? What to do for a successful action? What could happen? Risks and opportunities. How to react to police intervention? What to do and what not to do? Using a variety of action videos, we are going to analyze and discuss how to handle violent situations and how to revert them into political opportunities to convey our message.


com: 
Inês Subtil e Sinan Eden


Que mudanças pessoais e culturais são necessárias para abraçar um Mundo novo?

Domingo, 22 de Abril
15H | Sala 6 - Witgenstein (2) |
Duração: 1H 
Workshop

Que mudanças pessoais e culturais são necessárias para abraçar um Mundo novo?

No momento actual em que nos encontramos é-nos pedido para alterar os nossos comportamentos individuais e encontrar novos modelos sistémicos (politicos, socio-económicos, etc...). No entanto, é raramente referido que esta mudança, a nivel individual, implica uma transiçao interior, ou seja, um aceitar do passado e um desenvolvimento de novas competências. Ao nível colectivo é essencial que esta mudança de modelos seja acompanhada por uma alteração de valores, formas de percepção e comunicação e acima de tudo compreender realmente o lugar que o ser humano tem neste organismo designado de Gaia. É preciso uma evolução de cultura ... ou mesmo uma cultura evolutiva.
Tenho como objectivo partilhar algum conhecimento sobre:
  1. As dimensões do ser humano, os processos de desenvolvimento pessoal e as metodologias conscientes que os promovem, segundo a Teoria Integral (Ken Wilber), e aplicada no Integral Coaching;
  2. A evolução da consciência colectiva segundo a Dinâmica em Espiral (Clare W. Graves) que transmite a idéia de que a consciência é expansiva, aberta, contínua e dinâmica, e que cada nível tem características dualisticas.
Acredito que esta partilha possa trazer alguma "luz" relativamente às dificuldades e potencialidades individuais e coletivas que encontramos actualmente na nossa sociedade."

com:
Gil Penha Lopes

Nôs Terra

Sábado, 21 de Abril
15H | Sala 4 |
Duração: 70min.
Cinema Documentário / Debate

Nôs Terra (70min.), de Anna Tica, Nuno Pedro e Toni Polo

Os pais vieram de uma antiga colónia portuguesa. Eles nasceram em Lisboa mas sentem-se mais cabo-verdianos. Saíram do bairro de infância para ir viver para o bairro social. Falam português mas também, desde muito cedo, aprenderam crioulo. Falam sobre a dualidade e a conflitualidade de pertencer a dois mundos que vivem de costas voltadas, mas que apesar de tudo, lhes pertencem como um só”
"Nôs Terra" é um documentário centrado no processo de construção de um contra discurso protagonizado por jovens negros portugueses.



O documentário tem uma duração de 70' minutos, é protagonizado por 8 jovens negros portugueses e tem como pano de fundo bairros sociais periféricos da Área metropolitana de Lisboa.

"Nôs Terra" é uma auto reflexão sobre identidades e pertenças, preconceitos e estereótipos, que pretende provocar a necessária discussão sobre as transformações que nos últimos anos mudaram a sociedade portuguesa.
"Porque é o nosso olhar que aprisiona muitas vezes os outros nas suas pertenças mais estreitas e é também ele que tem o poder de os libertar."
As identidades assassinas, Amin Maalouf

com:
Anna Tica, Sérgio Dundão e LBC
 
Mais informações:



Workshop sobre Tomada de Decisões em Grupo

Sábado, 21 de Abril
16H | Exterior |
Duração: 1H 
Workshop

Workshop sobre Tomada de Decisões em Grupo

Muitos de nós que trabalhamos em grupos (sejam formais sejam informais) temos noção que quando chega a hora de tomar de decisões nem sempre é simples nem fácil, apesar de ser um aspecto fundamental tanto na história e orientação desse grupo, como no trabalho que ele irá fazer, como na qualidade das relações entre as pessoas.
Este workshop desenvolve-se no sentido de capacitar os participantes para serem mais conscientes e activos na tomada de decisões colectiva, explicando passos e apresentando ferramentas para tornar o processo de tomada de decisões por consenso mais apelativo e simples.

com:
Inês Matos

Decrescimento e Soberania Alimentar

Sábado, 21 de Abril
15H | Sala 1 |
Duração: 1H
Debate / Conversa


Decrescimento

O crescimento económico aparece intimamente associado a uma aceleração do consumo, isto é, a um aumento do PIB corresponde a um aumento da velocidade a que extraímos e consumimos recursos.

O elevado e crescente fluxo de recursos materiais e energéticos exigidos para manter o funcionamento de uma sociedade capitalista dependente do crescimento económico, tem vindo a deteriorar progressivamente a base material, biofísica da economia, projectando uma crise ecológica e económica que incide particularmente sobre as classes ou grupos sociais mais desprevilegiados (ver, por exemplo, Friedman, 2012, sobre as causas materiais e ecológicas da Primavera Árabe).

Apesar de algumas teorias quererem separar o crescimento económico do consumo de materiais e energia não há até agora nenhuma comprovação empírica dessa validade. A melhoria da eficiência na produção estimula o consumo, como afirmou Jevons ao explicar o efeito do refluxo.

Em resposta a estes problemas, alguns autores têm defendido o conceito de decrescimento sustentável. Para os defensores do decrescimento sustentável, o crescimento económico está inevitavelmente associado a um aumento do uso de materiais, energia e territórios que está a destruir recursos, mais pobreza, sociedades menos saudáveis, gerar dívidas financeiras e ecológicas e com várias estratégias de acção pretende reencontrar o caminho para a “joie de vivre” sem pôr em coma o planeta.

Soberania Alimentar

Globalizemos a luta, globalizemos a esperança!

O actual modelo de produção virado para a lógica do mercado global, levou à destruição da agricultura como modo de produção de energia. A agricultura no modelo agro-industrial passou a ser a capacidade de transformar petróleo em alimentos de baixa qualidade e diversidade. Baseando-se na apropriação do bem comum, dando resultado a resíduos tóxicos para a vida do planeta.

A comercialização de alimentos deixou de estar nas mãos de quem produz e de quem consome para estar na mão de quem comercializa e de quem nela investe. As grandes corporações definem subsídios, criam mercados, promovem políticas, desenvolvem comodidades.

O direito a produzir de forma saudável e culturalmente apropriada é algo intrínseco à agricultura. Colocar o centro das decisões do sistema alimentar no mercado local permitirá uma melhor gestão do bem comum: solos, água, biodiversidade, paisagem. Permitindo em termos sociais uma remuneração justa a todos intervenientes e o direito dos consumidores de controlar a sua alimentação e nutrição. Dentro desta análise surgiu o conceito de Soberania Alimentar.

Sementes Livres

A Campanha pelas Sementes Livres, reclama o livre acesso às sementes, o apoio à preservação da diversidade agrícola e a proibição das patentes sobre plantas. Visa ainda denunciar a revisão em curso da legislação europeia em matéria de produção e comercialização de sementes, que vai favorecer a crescente privatização das sementes agrícolas por uma dúzia de multinacionais, com graves consequências para horticultores e agricultores pequenos e para a segurança e autonomia alimentares, não só na Europa como em todo o mundo.

com:
Mara Sé (GAIA)
Nuno Belchior (Projecto 270)
Margarida Vicente (Campanha das Sementes Livres)

De que é nome a sociedade civil? Do voluntariado social à anarquia nos tempos de crise do estado.

Sábado, 21 de Abril
15H | Sala 2 |
Duração: 1H

DE QUE É NOME A SOCIEDADE CIVIL? DO VOLUNTARIADO SOCIAL À ANARQUIA NOS TEMPOS DE CRISE DO ESTADO.

A actual crise do Estado a nível económico e social, entre outros, tem estimulado diagnósticos que apontam para soluções oriundas da sociedade civil. Mas de que é esta nome? Por um lado, temos assistido a uma recuperação do protagonismo de instituições de caridade e/ou solidariedade baseadas no chamado voluntarismo social. Por outro, assistimos igualmente à proliferação de um espectro anarquista, anarquismo servindo para designar um conjunto de movimentos e experiências sociais e políticas que se subtraem tanto à lógica do Estado como à lógica do mercado.

com:
Miguel Cardoso (unipop)
José Neves (unipop